17/01/2002
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09h11
da Folha de S.Paulo
Eles não incentivam o aluno nem corrigem posturas como o professor de carne e osso, mas regulam o tipo de exercício, controlando tempo e velocidade, fazem o cálculo do gasto calórico e detectam a frequência cardíaca.
Desenvolvidos com tecnologia de ponta, os aparelhos eletrônicos e com design especial ganham cada vez mais adeptos nas academias, dividindo espaço com os conhecidos colchonetes, pesos e barras de sustentação.
Os painéis computadorizados e a aparência futurista podem assustar os malhadores de primeira viagem. Apesar de seus recursos modernos, porém, esses aparelhos não são difíceis de utilizar.
As esteiras eletrônicas possuem programas com objetivos distintos. Algumas chegam a oferecer sete planos com diferentes graus de dificuldade.
Segundo o professor de musculação Mauro Célio do Carmo, da Fórmula Academia (SP), os programas mais complexos são indicados para quem tem um bom condicionamento físico.
Por isso os iniciantes devem sempre optar pelo programa manual. Nesse caso, o aluno deve informar à máquina seu peso, a velocidade desejada, o tempo de duração do exercício e o tipo de atividade a ser praticada -em terreno inclinado ou plano.
Com o sucesso das aulas de step, os fabricantes de equipamentos de ginástica desenvolveram o stepper. Esse aparelho eletrônico que simula uma escada costuma provocar pânico nos novatos.
"As pessoas têm a sensação de que vão cair, mas isso não acontece, pois há barras de apoio", afirma José Luiz Gomes, professor de musculação da Reebok Sports Club (SP).
O transport, uma versão aprimorada do stepper, simula a subida em escadas ou corrida em trilhas e possui 20 níveis. Apesar disso, é fácil de programar: basta informar o peso.
E, se o aluno digitar errado, não tem problema. Segundo o professor de educação física Alexandre Latorre, coordenador de musculação da Cia. Athletica (SP), o equipamento funciona corretamente mesmo assim.
A diferença é que, sem essa informação, o sistema computadorizado do aparelho gera uma sequência padrão e não um programa personalizado de acordo com as condições do aluno.
Sem um chip sequer, o stretch trainer chama a atenção pelo design. Já comum nas salas de musculação, o aparelho, que não é eletrônico, foi criado para que as pessoas possam se alongar da melhor maneira possível.
O próprio peso do aluno ajuda-o a fazer os exercícios corretamente.
Regular a amplitude dos passos é apenas uma das funções do aparelho fusion, novidade da academia Reebok.
A principal vantagem do equipamento, um misto de esteira com bicicleta, é sua capacidade de se adaptar a malhadores de pernas curtas e de pernas longas, explica Gomes.
Segundo Rick Amaral, proprietário da academia Estação do Corpo (RJ), a modernização das academias é inevitável. Para ele, a tecnologia não só facilitou a vida dos alunos e dos professores, como trouxe uma série de benefícios à saúde dos praticantes.
Além de provocar menos impacto sobre as articulações do corpo, os equipamentos modernos garantem movimentos mais equilibrados, que oferecem riscos menores à saúde.
No caso do cross training, aparelho que simula caminhada e corrida, a tecnologia já conseguiu zerar a possibilidade de impactos durante os exercícios.
Apesar de os novos aparelhos oferecerem tantas vantagens, quem não está acostumado com eles deve resistir à tentação de experimentá-los por conta própria. Para evitar tropeços mais sérios, a saída é consultar o professor.
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Programa eletrônico usado nas academias controla exercícios
Academias de ginástica vivem fase "high-tech"
KARINA KLINGERda Folha de S.Paulo
Eles não incentivam o aluno nem corrigem posturas como o professor de carne e osso, mas regulam o tipo de exercício, controlando tempo e velocidade, fazem o cálculo do gasto calórico e detectam a frequência cardíaca.
Desenvolvidos com tecnologia de ponta, os aparelhos eletrônicos e com design especial ganham cada vez mais adeptos nas academias, dividindo espaço com os conhecidos colchonetes, pesos e barras de sustentação.
Os painéis computadorizados e a aparência futurista podem assustar os malhadores de primeira viagem. Apesar de seus recursos modernos, porém, esses aparelhos não são difíceis de utilizar.
As esteiras eletrônicas possuem programas com objetivos distintos. Algumas chegam a oferecer sete planos com diferentes graus de dificuldade.
Segundo o professor de musculação Mauro Célio do Carmo, da Fórmula Academia (SP), os programas mais complexos são indicados para quem tem um bom condicionamento físico.
Por isso os iniciantes devem sempre optar pelo programa manual. Nesse caso, o aluno deve informar à máquina seu peso, a velocidade desejada, o tempo de duração do exercício e o tipo de atividade a ser praticada -em terreno inclinado ou plano.
Com o sucesso das aulas de step, os fabricantes de equipamentos de ginástica desenvolveram o stepper. Esse aparelho eletrônico que simula uma escada costuma provocar pânico nos novatos.
"As pessoas têm a sensação de que vão cair, mas isso não acontece, pois há barras de apoio", afirma José Luiz Gomes, professor de musculação da Reebok Sports Club (SP).
O transport, uma versão aprimorada do stepper, simula a subida em escadas ou corrida em trilhas e possui 20 níveis. Apesar disso, é fácil de programar: basta informar o peso.
E, se o aluno digitar errado, não tem problema. Segundo o professor de educação física Alexandre Latorre, coordenador de musculação da Cia. Athletica (SP), o equipamento funciona corretamente mesmo assim.
A diferença é que, sem essa informação, o sistema computadorizado do aparelho gera uma sequência padrão e não um programa personalizado de acordo com as condições do aluno.
Sem um chip sequer, o stretch trainer chama a atenção pelo design. Já comum nas salas de musculação, o aparelho, que não é eletrônico, foi criado para que as pessoas possam se alongar da melhor maneira possível.
O próprio peso do aluno ajuda-o a fazer os exercícios corretamente.
Regular a amplitude dos passos é apenas uma das funções do aparelho fusion, novidade da academia Reebok.
A principal vantagem do equipamento, um misto de esteira com bicicleta, é sua capacidade de se adaptar a malhadores de pernas curtas e de pernas longas, explica Gomes.
Segundo Rick Amaral, proprietário da academia Estação do Corpo (RJ), a modernização das academias é inevitável. Para ele, a tecnologia não só facilitou a vida dos alunos e dos professores, como trouxe uma série de benefícios à saúde dos praticantes.
Além de provocar menos impacto sobre as articulações do corpo, os equipamentos modernos garantem movimentos mais equilibrados, que oferecem riscos menores à saúde.
No caso do cross training, aparelho que simula caminhada e corrida, a tecnologia já conseguiu zerar a possibilidade de impactos durante os exercícios.
Apesar de os novos aparelhos oferecerem tantas vantagens, quem não está acostumado com eles deve resistir à tentação de experimentá-los por conta própria. Para evitar tropeços mais sérios, a saída é consultar o professor.
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