05/04/2002
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18h50
O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, afirmou nesta sexta-feira estar arrependido de não ter trocado o PMDB pelo PDT, legenda que poderia lhe garantir a candidatura à Presidência da República. Em entrevista, deu a entender que o Palácio da Liberdade poderá apoiar um candidato da oposição na disputa presidencial, apesar da sua proximidade com alguns tucanos.
Itamar, que decidiu permanecer no governo de Minas, se expressou pelas entrelinhas, exceto para dizer, quando indagado, que estava "muito arrependido'' de não ter se filiado ao PDT _para tentar construir a sua candidatura pelo PMDB, sem sucesso_ e que não cobiçou a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), atribuindo isso a "tucanos que gostam dele".
"Recebi agora um telefonema de um presidente de um partido de oposição, não vou dizer qual, de uma pessoa que é muito minha amiga... De repente, algumas pessoas que hoje estão disputando a eleição presidencial estão esquecendo da importância de Minas Gerais, lamentavelmente", disse Itamar.
Ele destacou o peso que Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do país, com 12,3 milhões de eleitores, terá nessa disputa: "Quer queiram ou não alguns, Minas será passagem obrigatória para qualquer definição política nacional. Se não tiver respaldo de Minas Gerais, nenhum candidato chegará à Presidência".
Um interlocutor próximo de Itamar, consultado pela Agência Folha, fez a seguinte leitura da fala do chefe: o governador se mantém alinhado com a oposição e não descarta apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP).
No dia 21, Itamar mandou o seguinte recado público a Lula: "Não disse que não o apoiaria". Foi em resposta a uma crítica que Lula havia feito a ele pelo fato de o governador ter iniciado conversas com Serra.
É fato que Itamar, por intermédio do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), se aproximou de Serra, com quem vinha conversando sobre a sucessão nacional e mineira.
O próprio governador confirmou as relações com alguns tucanos quando disse que foram eles que levantaram a possibilidade de ele vir a ser vice de Serra, tentando "a reinserção de Minas no contexto nacional".
Itamar não comentou os rumores de que teria pedido ao presidente nacional do PMDB, Michel Temer, garantias, por escrito, de que seria o vice de Serra. Disse apenas que desde a última terça-feira o vice-governador Newton Cardoso (PMDB-MG) sabia que ele permaneceria no governo mineiro.
Sobre o PMDB nacional, Itamar disse ser um partido "bastante complicado", e acrescentou: "A gente vai ter oportunidade, durante o decorrer da campanha, de mostrar se ele acertou ou errou".
Indagado se poderia dar o troco no PMDB, respondeu com um duplo "quem sabe".
Itamar mantém em suspense se disputará ou não a reeleição, fato que vem incomodando Newton, que é candidato a sucedê-lo.
O governador revelou hoje a conversa que teve com Newton, dizendo que devolveu ao vice uma indagação acerca do motivo de ele não disputar o Senado, ao invés de o governo mineiro.
Itamar também atribuiu a Newton o fato de ele não ter se filiado do PDT, gerando a especulação de que estaria agora querendo uma compensação agora.
"Disse a ele que minha ficha no PDT estava pronta, prontinha. Ele me disse: ' Não faça isso no casamento da minha filha!'. E eu, então, em homenagem, rasguei a minha ficha do PDT", disse Itamar.
Itamar diz estar arrependido de não ter trocado o PMDB pelo PDT
da Agência FolhaO governador de Minas Gerais, Itamar Franco, afirmou nesta sexta-feira estar arrependido de não ter trocado o PMDB pelo PDT, legenda que poderia lhe garantir a candidatura à Presidência da República. Em entrevista, deu a entender que o Palácio da Liberdade poderá apoiar um candidato da oposição na disputa presidencial, apesar da sua proximidade com alguns tucanos.
Itamar, que decidiu permanecer no governo de Minas, se expressou pelas entrelinhas, exceto para dizer, quando indagado, que estava "muito arrependido'' de não ter se filiado ao PDT _para tentar construir a sua candidatura pelo PMDB, sem sucesso_ e que não cobiçou a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), atribuindo isso a "tucanos que gostam dele".
"Recebi agora um telefonema de um presidente de um partido de oposição, não vou dizer qual, de uma pessoa que é muito minha amiga... De repente, algumas pessoas que hoje estão disputando a eleição presidencial estão esquecendo da importância de Minas Gerais, lamentavelmente", disse Itamar.
Ele destacou o peso que Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do país, com 12,3 milhões de eleitores, terá nessa disputa: "Quer queiram ou não alguns, Minas será passagem obrigatória para qualquer definição política nacional. Se não tiver respaldo de Minas Gerais, nenhum candidato chegará à Presidência".
Um interlocutor próximo de Itamar, consultado pela Agência Folha, fez a seguinte leitura da fala do chefe: o governador se mantém alinhado com a oposição e não descarta apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP).
No dia 21, Itamar mandou o seguinte recado público a Lula: "Não disse que não o apoiaria". Foi em resposta a uma crítica que Lula havia feito a ele pelo fato de o governador ter iniciado conversas com Serra.
É fato que Itamar, por intermédio do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), se aproximou de Serra, com quem vinha conversando sobre a sucessão nacional e mineira.
O próprio governador confirmou as relações com alguns tucanos quando disse que foram eles que levantaram a possibilidade de ele vir a ser vice de Serra, tentando "a reinserção de Minas no contexto nacional".
Itamar não comentou os rumores de que teria pedido ao presidente nacional do PMDB, Michel Temer, garantias, por escrito, de que seria o vice de Serra. Disse apenas que desde a última terça-feira o vice-governador Newton Cardoso (PMDB-MG) sabia que ele permaneceria no governo mineiro.
Sobre o PMDB nacional, Itamar disse ser um partido "bastante complicado", e acrescentou: "A gente vai ter oportunidade, durante o decorrer da campanha, de mostrar se ele acertou ou errou".
Indagado se poderia dar o troco no PMDB, respondeu com um duplo "quem sabe".
Itamar mantém em suspense se disputará ou não a reeleição, fato que vem incomodando Newton, que é candidato a sucedê-lo.
O governador revelou hoje a conversa que teve com Newton, dizendo que devolveu ao vice uma indagação acerca do motivo de ele não disputar o Senado, ao invés de o governo mineiro.
Itamar também atribuiu a Newton o fato de ele não ter se filiado do PDT, gerando a especulação de que estaria agora querendo uma compensação agora.
"Disse a ele que minha ficha no PDT estava pronta, prontinha. Ele me disse: ' Não faça isso no casamento da minha filha!'. E eu, então, em homenagem, rasguei a minha ficha do PDT", disse Itamar.

