Brasil
05/04/2002 - 18h29

Ornélas rejeita candidatura ao governo da BA e abre crise no PFL

da Agência Folha

O senador Waldeck Ornélas (PFL) recusou convite para ser candidato a vice-governador na chapa do partido e obrigou o ex-senador Antonio Carlos Magalhães alterar, de última hora, os nomes escolhidos para disputar a sucessão do governador César Borges.

A desistência de Ornélas desagradou ACM que, na manhã de ontem, anunciou oficialmente que o senador Paulo Souto (PFL) será o candidato do PFL ao governo estadual.

O próprio ACM, que renunciou o mandato há quase um ano, e César Borges, vão disputar as duas vagas para o Senado. O candidato a vice-governador na chapa governista será o deputado federal e ex-secretário da Educação, Eraldo Tinoco.

A amigos, o senador Waldeck Ornélas disse que somente aceitaria ser vice de Antonio Carlos Magalhães. Na opinião de Ornélas, que compareceu à solenidade de lançamento dos candidatos, mas se recusou a falar com os jornalistas, era a sua vez de ser o candidato do grupo "carlista" à sucessão.

"Paulo Souto já foi governador e tem mais quatro anos de mandato. Se não for ACM o candidato, acho que tem que ser eu", disse Ornélas, a um assessor.

Ex-ministro da Previdência Social, Ornélas também cumpre o último ano como senador. Após o anúncio da chapa governista, outra surpresa: o ex-senador ACM disse que Ornélas não vai disputar nenhum cargo nas próximas eleições.

Com a indicação de Paulo Souto, o cenário político baiano está praticamente desenhado. Além de Souto, serão candidatos ao Palácio de Ondina (residência oficial do governo baiano) Jaques Wagner (PT), a deputada estadual Lídice da Mata (PSB), além de Geddel Vieira Lima ou Benito Gama, que disputam a preferência dentro do PMDB.
 

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