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Mancini lembra experiência no Corinthians e promete Grêmio ofensivo

Vagner Mancini pegou Corinthians na zona do rebaixamento em 2020, e evitou - Lucas Uebel/Grêmio
Vagner Mancini pegou Corinthians na zona do rebaixamento em 2020, e evitou Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

15/10/2021 18h06Atualizada em 15/10/2021 19h08

Vagner Mancini foi apresentado como técnico do Grêmio. O treinador, em entrevista coletiva, explicou que decidiu trocar o América-MG pelo Tricolor pelo tamanho do clube, lembrou sua experiência no Corinthians e prometeu um time ofensivo.

"O time do Mancini será sempre ofensivo. Ofensivo no que pede a partida. Um time de futebol precisa ser agressivo em todos os momentos, para frente ou para trás. O jogo é dividido em duas partes: quando você tem e quando você não tem. Com a bola nos pés, você tem que jogar", explicou.

"Temos jogadores capazes e técnicos para isso. Sem a bola, temos que gerar desconforto ao adversário, dificultar o jogo. Tem que agregar a parte tática, um sistema de jogo. Não dá tempo de fazer muita coisa. Hoje eu conto com lastro de cada jogador que já passou por muitos treinadores e têm capacidade de superar momentos de dificuldades. Há uma sequência de jogos e não tem como remontar e querer mudar radicalmente o que está sendo feito. A mudança tem que ser de mentalidade, aspecto emocional. Dentro de campo temos que simplificar e fazer dar resultado", disse.

O treinador ainda lembrou a temporada passada, quando assumiu o Corinthians na zona de rebaixamento e conseguiu evitar o pior.

"Todas as experiências vividas fazem com que tenhamos que pinçar algumas coisas. O que vivemos no Corinthians serve como exemplo, sim. Experiência é isso, é buscar no momento certo a solução para o que estamos vivendo. A semelhança é óbvia. O Corinthians, como o Grêmio, estava mal colocado, e reagiu. E é o que vai acontecer no Grêmio também", explicou.

A troca do América-MG pelo time gaúcho se deu pela oportunidade e o tamanho do clube, na avaliação do comandante.

"O que me fez aceitar a proposta foi o tamanho do clube. Já tive oportunidade de vestir essa camisa e participar, em campo, de conquistas. E isso foi, de uma forma, um dos fatores que me fez aceitar. A saída do América-MG foi leal, justa e honesta. Sentamos e conversamos. Sempre que é de peito aberto, olho no olho, a tendência é que saia da melhor forma possível", afirmou.

O momento vivido pelo Grêmio também foi lembrado pelo treinador. Em penúltimo no Brasileiro, o Tricolor mira recuperação imediata.

"Estamos em uma operação de guerra e é importante que todo mundo coloque para fora a sua forma de agir e que, de mãos dadas, ajudemos uns aos outros. Temos chances, sim. Dá para sonhar. Já vi, na história deste clube, situações atípicas e diferentes com muito êxito. Temos que acreditar no peso dessa camisa e na qualidade dos jogadores que temos no elenco", disse.

"Os números não são favoráveis, mas já estive em outros lugares e conseguimos reverter. Temos que acreditar e mostrar para o atleta que tudo é possível. Toda vez que se entra em campo é como acordar, abrir a janela e o sol aparecer. O sol aparece todos os dias e não podemos perder a convicção das coisas. Domingo temos um jogo, depois outro, e na sequência cada partida é uma decisão. Os números estão aí para serem transformados. Acredito nisso a partir do momento que todo mundo olhar para o mesmo lado", finalizou.

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