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Fluminense joga bem, vence o Botafogo-PB e se classifica na Copa do Brasil

Marcos Paulo comemora o primeiro gol do Fluminense na vitória sobre o Botafogo-PB - Thiago Ribeiro/AGIF
Marcos Paulo comemora o primeiro gol do Fluminense na vitória sobre o Botafogo-PB Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

04/03/2020 21h13

Em jogo de boa atuação, chuva e muitas falhas da péssima arbitragem, o Fluminense venceu o Botafogo-PB por 2 a 0 e se classificou na Copa do Brasil. Os gols de Marcos Paulo e Nenê sacramentaram a vitória que veio com boa performance do time mais leve e ofensivo do técnico Odair Hellmann, principalmente na segunda etapa.

As mexidas do treinador na equipe deram certo: o Tricolor resolveu o problema crônico da lentidão na saída de bola e pressionou bastante o Belo em seu campo de defesa. O que já vinha bem melhorou com as mexidas no segundo tempo, já que o peruano Fernando Pacheco, de novo, entrou muito bem na partida.

Com a vitória, o Flu garantiu vaga para a terceira fase, onde enfrentará o Figueirense, vice-campeão para o próprio Tricolor na competição em 2007, único título do clube no mata-mata nacional.

Yago aproveita chance e faz grande partida

A torcida pediu e Odair ouviu: trocou os volantes Yuri e Henrique por Hudson e Yago, que foram bem contra o Madureira. O camisa 20, em especial, aproveitou bem a chance e teve grande atuação. Dinâmico, fez o papel de motorzinho no meio de campo, acelerando a transição do Tricolor, que vinha sendo um problema até aqui.

Pacheco muda o jogo mais uma vez

Saindo do banco mais uma vez, Fernando Pacheco mostrou que será muito útil ao Fluminense. O peruano de 20 anos incendiou o jogo pela ponta direita, melhorando a equipe que se ressentia de mais força e velocidade pelos lados. Foi em uma associação com ele que Gilberto, que melhorou muito na partida após a sua entrada, fez a jogada do gol de Marcos Paulo, que abriu o placar para o Tricolor. O menino, como dizem os antigos, é um azougue.

Desligado, Wellington Silva vai mal e sai no intervalo

Wellington Silva teve duas chances para abrir o placar no primeiro tempo. Na primeira, de canhota, isolou. Na segunda, em vez de cruzar, bateu fraco para defesa de Samuel. Se fosse só isso não haveria grande novidade, já que o camisa 17 está longe de ser um grande finalizador. O problema é que o ponta não conseguiu dar sequência a maioria das jogadas, errando demais no último passe e segurando muito a bola. Desatento, o jogador acabou substituído no intervalo, e sem ele, o time melhorou bastante.

O jogo

Com um time mais móvel pela escalação diferente mandada a campo por Odair Hellmann, o Fluminense começou bem a partida. Ocupando o campo de ataque e rodando bem a bola, o Tricolor criou chances e pressionou bastante a defesa do Botafogo-PB, mas não conseguiu traduzir o volume de jogo em finalizações de perigo. Aos 15, Evanílson ganhou da zaga e cabeceou forte, mas a bola passou raspando a trave.

O bom início do Flu tinha em Yago, atuando de segundo volante, o jogador mais dinâmico do meio de campo. Muito marcado, Nenê não repetia suas boas atuações e embolava demais com os atacantes, seja pela esquerda ou pelo centro. Para piorar, Marcos Paulo, escalado na ponta direita, também centralizava, e o Tricolor não agredia pelos lados.

Na esquerda, como Egídio avançou bastante e Wellington Silva abria o jogo, o time de Odair até criava mais. Em uma dessas jogadas, o camisa 6 cruzou bem e Gilberto, aos 24, acertou a trave. Aos 28, o árbitro Jefferson Ferreira de Moraes ignorou pênalti claro em Nino.

O que funcionava, entretanto, passou a dar errado no fim da primeira etapa, quando o ataque passou a ficar muito confuso. Desatentos, Wellington Silva e Marcos Paulo erravam muitos passes e mudanças de posição. A torcida, ao apito derradeiro do árbitro para o intervalo, vaiou o time na saída de campo.

Com Fernando Pacheco na vaga do camisa 11, o Fluminense começou o segundo tempo mais veloz, e mudando o lado principal de seus ataques. O peruano entrou pela direita e fez Gilberto crescer no jogo. E foi em uma jogada do lateral-direito que o Tricolor abriu o placar. Aos 6, ele foi à linha de fundo e cruzou, Evanílson fez um corta-luz e Marcos Paulo chutou forte no cantinho.

O gol aliviou o Flu, que continuou senhor da partida. Não sem sustos. Aos 19, Dico recebeu lindo passe e driblou Digão e Muriel, mas demorou demais a chutar e permitiu a recuperação do zagueiro, que cortou quase em cima da linha. Quando o Belo começou a ameaçar mais, entretanto, o árbitro resolveu compensar: Gilberto foi agarrado na área, e o juiz apitou pênalti. Na cobrança, Nenê deslocou Samuel e ampliou para o Tricolor.

Ainda deu tempo para mais lambanças da arbitragem: aos 32, o bandeirinha marcou impedimento inexistente de Evanílson no que seria o terceiro gol do Fluminense. Dez minutos depois, anulou dois gols na mesma jogada. Primeiro, não deu vantagem em um toque de mão do zagueiro Fred, que não foi expulso apesar de já ter cartão amarelo. No rebote, Marcos Paulo estufou as redes, mas o juiz já havia apitado. Na cobrança da falta, agora sim corretamente, Hudson balançou as redes em impedimento.

Errata: este conteúdo foi atualizado
Ao contrário do informado anteriormente, Wellington Silva é camisa 17 do Fluminense, não 11 - que é Marcos Paulo.

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